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A tecnologia é um tema muito presente nas nossas vidas. Nós a utilizamos nos estudos, no trabalho, no lazer e na vida social com muita frequência. 

Seu uso vem aumentando cada vez mais ao longo dos anos. Por isso, não seria uma surpresa se o Enem pedisse uma redação sobre tecnologia. 

O maior risco desse tema é acabar caindo em lugares-comuns e dar opiniões pessoais em vez de argumentos bem embasados. 

Afinal, todos temos uma opinião sobre o uso de redes sociais ou sobre as fake news. O segundo maior risco é que o tema peça uma abordagem bem específica sobre a tecnologia. 

Muitos tópicos sobre essa área passam batidos por nós, como a relação da tecnologia com o desemprego estrutural. 

Pensando nisso, vamos tratar de alguns possíveis temas para uma redação sobre tecnologia. 

Confira:

5 problemáticas relacionadas à tecnologia que podem ser tema 
Exemplos de redações do Enem nota 1000 que abordaram a tecnologia 

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5 problemáticas relacionadas à tecnologia que podem ser tema 

Selecionamos alguns dos principais temas relacionados à tecnologia que podem aparecer na redação do Enem. Veja: 

1. Prejuízos à saúde

A tecnologia traz muita facilidade, eficiência e oportunidades para todos. Porém, seu uso excessivo pode trazer problemas, especialmente para a saúde. 

Alguns exemplos desses prejuízos são: 

  • Lesões por esforço repetitivo, comuns em quem trabalha digitando ou usando o mouse; 
  • Problemas de visão, por ficar tempo demais olhando para a tela; 
  • Dores e lesões na coluna, por ficar na postura errada durante muitas horas; 
  • Insônia, causada pela luz azul de dispositivos, que diminui a produção de melatonina. 

Além disso, o uso excessivo de tecnologia, principalmente das redes sociais, está associado a problemas cognitivos e psicológicos. 

Falta de atenção, problemas para se concentrar, aumento do estresse e o desenvolvimento de doenças como a ansiedade e a depressão podem estar relacionados ao tempo em excesso no computador ou no celular. 

2. Riscos de desinformação

Os riscos de desinformação são um tema provável para uma redação sobre tecnologia no Enem. 

Esse assunto tem sido cada vez mais discutido porque a internet é uma das formas mais simples e eficientes de compartilhar informações. 

E, mesmo com regras e legislações, muitas dessas informações acabam sendo falsas. 

As técnicas de compartilhamento de fake news estão se tornando mais refinadas e, muitas vezes, mesmo quem entende de tecnologia tem dificuldades de saber se algo é real ou não. 

A desinformação pode chegar de muitas formas. Por exemplo, uma notícia antiga anunciada como recente ou vídeos de um evento sendo mostrados como parte de um evento diferente. 

A manipulação de imagens e vídeos também faz parte dessa discussão. 

Hoje, é possível editar fotos e vídeos de forma a transformar completamente seus significados e contextos originais. 

Nesse sentido, aprender a desvendar o que é real, e o que não é, é tão importante quanto saber onde buscar informações. 

3. Desemprego estrutural

A tecnologia pode, realmente, substituir a mão de obra humana? Esse é um tema atemporal para uma redação sobre tecnologia. 

Logo que o desenvolvimento tecnológico passou a ganhar força, já começamos a nos preocupar com essa questão. 

O desemprego estrutural é aquele que acontece por conta da substituição da mão de obra humana por equipamentos e máquinas. 

Hoje em dia, temos linhas de produção totalmente mecânicas, desde a indústria de automóveis até a indústria têxtil. 

No Brasil, o desemprego estrutural é um problema recente, porque a modernização das nossas indústrias começou a ganhar mais força nos últimos vinte anos. 

O desemprego aumenta a disparidade entre classes sociais e o número de pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Em uma redação sobre tecnologia, é interessante apresentar possíveis soluções para isso, como a capacitação e o incentivo ao conhecimento tecnológico. 

4. Lixo eletrônico

Você sabia que apenas 3% do lixo eletrônico da América Latina é descartado de forma correta? 

É isso que diz uma pesquisa da Organização das Nações Unidas sobre os impactos ambientais da tecnologia. 

Os outros 97% do lixo eletrônico descartado não são monitorados, ou seja, seu descarte acontece fora dos meios regulares. 

Isso quer dizer que eles podem estar misturados a outros tipos de lixo, que prejudicam os materiais e impedem a reutilização. 

O Brasil é o quinto maior produtor mundial de lixo eletrônico. 

Quando descartadas corretamente, essas peças contêm materiais de alto valor, como ouro e outros metais, que podem ser recuperados e reutilizados. 

Quando não são, o desperdício é imenso, chegando a quase US$ 2 bilhões por ano. 

Além disso, os danos ao meio ambiente são imensuráveis. Afinal, estamos falando de materiais que podem levar centenas de anos para se decompor por completo. 

5. Inclusão digital

Inclusão digital é um assunto de extrema importância que vem ganhando atenção devido aos acontecimentos da pandemia de COVID-19 na educação. 

Durante o isolamento social, muitos estudantes se viram prejudicados porque não tinham acesso a computadores, celulares ou bons sinais de internet. 

Nos dias de hoje, ter acesso à internet é importante para enviar currículos, participar de cursos, fazer pesquisas, estudar e se comunicar. 

Não é apenas uma questão de estar ou não ativo nas redes sociais. Considera-se que usuários de primeira classe da tecnologia são aqueles que vão além das redes. 

Ou seja, utilizam a tecnologia e a internet para criar, trabalhar e estudar com frequência, usando as ferramentas para se aperfeiçoarem. 

Por isso, a inclusão digital não deseja apenas levar celulares e computadores para quem não tem. 

Ela deseja ensinar mais pessoas a utilizar a tecnologia a favor do próprio desenvolvimento, além de permitir acesso mais amplo aos seus recursos. 

Exemplos de redações do Enem nota 1000 que abordaram a tecnologia 

Abaixo, vamos ver um exemplo de redação sobre tecnologia que tirou a nota mais alta no Enem. 

Procure analisar todas as partes (introdução, desenvolvimento e conclusão), compreender como os argumentos foram utilizados e perceber como o candidato ligou as ideias umas às outras. 

Também é importante prestar atenção em como o candidato fez a proposta de intervenção. 

A era digital revolucionou a forma de interagir, as relações de consumo e o acesso a todo tipo de serviço e comodidade. Se a evolução tecnológica foi capaz de proporcionar tanta facilidade e ganho de tempo e de recursos ao dia-a-dia das pessoas, por outro lado expôs, repentinamente, a vida de milhões ao universo de notícias, algoritmos e publicidade virtuais.  Durante muito tempo, o alvo de críticas à falta de privacidade foram as redes sociais e o excessivo exibicionismo por parte de seus membros. Entretanto, o que dizer da utilização de dados pessoais por empresas, governos ou órgãos de imprensa, sem que o usuário esteja ciente do conteúdo oferecido e propositalmente direcionado? 

Em 2018, Mark Zuckerberg assumiu, durante depoimento, o erro cometido pelo Facebook ao permitir o vazamento de dados de milhões de pessoas pela consultoria política Cambridge Analytics, que deles fazia uso para fins eleitorais. O episódio é significativo não apenas pelo vazamento de informações em si, que já não é mais uma novidade, mas principalmente pela grande repercussão social que teve. Ficou então demonstrado que há, de fato, uma preocupação crescente em torno do assunto e, mais do que isso: que as pessoas estão cada vez mais conscientes e incomodadas com as tentativas de manipulação que vêm sofrendo. 

Além disso, é evidente que a insatisfação dos usuários se deve não só ao uso de dados para fins estranhos aos expressamente autorizados, mas também ao controle de suas preferências pessoais, culturais e até mesmo gastronômicas. Tal manipulação é exercida por sistemas de algoritmos que filtram, selecionam e omitem conteúdos de acordo com critérios preestabelecidos de “relevância”, que nada mais são do que a subtração do poder de decisão do indivíduo e sua transferência para o domínio de robôs munidos de inteligência artificial. A humanidade, pouco a pouco, tem se dado conta de que a web, há tempos, ultrapassara a linha que separa a difusão do conhecimento em larga escala da influência indiscriminada sobre o pensamento. 

Sendo assim, é nítida a necessidade de uma mudança na forma de lidar com o acesso e coleta de informações online. Porém, ainda mais importante do que a criação de mecanismos que assegurem o seu sigilo, o que ainda tem se mostrado um desafio, é o desenvolvimento da capacidade de discernimento na assimilação do conteúdo oferecido pelas plataformas virtuais. Nesse sentido, a inclusão de alertas e avisos sobre o caráter político ou comercial de determinadas publicações seria uma forma de contribuir para tornar a postura do usuário menos passiva e vulnerável no meio cibernético. Além disso, o investimento em políticas educativas visando à orientação da população no uso de redes sociais, por exemplo, seria uma medida eficaz e eticamente viável frente à ausência de privacidade na internet. 

A redação nota mil acima foi feita no Enem de 2018, em que o tema era “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. 

E então, você se sente mais preparado para fazer uma redação sobre tecnologia no Enem?

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