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Você sabe qual a principal diferença entre o texto dissertativo-expositivo e dissertativo-argumentativo? Fique ligado, pois você precisará saber se deseja arrasar na redação do Enem.

Para entender as diferenças entre as tipologias textuais, é necessário analisar sua estrutura e a sua finalidade.

Neste artigo, falaremos sobre as características da redação dissertativa-expositiva e dissertativa-argumentativa. Confira!

A seguir, falaremos sobre:
Características de uma redação dissertativa-expositiva
Exemplos de textos expositivos
E a argumentativa?
Exemplos de redação dissertativa-argumentativa
Expositiva ou argumentativa: qual usar na redação do Enem?

Descubra os segredos para tirar nota 1000 na redação do ENEM!

Características de uma redação dissertativa-expositiva

O texto dissertativo-expositivo tem como principal objetivo informar e esclarecer o leitor através da exposição de um determinado assunto ou tema.

Ou seja, o foco deste gênero textual é a exposição de ideias e não persuadir o leitor sobre determinado posicionamento em torno da temática.

Esse tipo de texto costuma ser organizado em prosa, com uma exposição lógica das ideias ao longo dos parágrafos. Abaixo, apresentamos as principais características de uma redação dissertativa-expositiva:

  • utiliza uma linguagem clara e objetiva;
  • busca ser de fácil compreensão por diversas pessoas;
  • apresenta muita informação sobre um determinado assunto;
  • específica conceitos e definições;
  • faz descrições;
  • recorre a enumerações, comparações e contrastes para clarificar os conceitos;
  • mostra exemplos dos assuntos abordados.

Exemplos de textos expositivos

  • Notícias
  • Guias
  • Artigos científicos

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E a argumentativa?

Já no texto dissertativo-argumentativo, o objetivo é um pouco diferente.

Esse tipo de texto contempla uma série de argumentos com a finalidade de defender um ponto de vista, tendo como principal intuito convencer o leitor do seu posicionamento.

O texto dissertativo-argumentativo busca problematizar um assunto, mas, principalmente, argumentar de forma a defender a tese defendida pelo autor.

Para entender melhor a estrutura desse gênero textual, podemos pensar em uma proposta de redação sobre benefícios da prática regular de exercícios físicos, por exemplo.

Nesse tipo de texto, você deve trazer dados que defendam essa ideia, como:

  • Melhora o condicionamento físico;
  • Maior disposição do indivíduo ao longo do dia;
  • Previne doenças e o sobrepeso;
  • Melhora na qualidade do sono;
  • Benefícios para saúde mental.

Tudo isso são ideias já comprovadas pela ciência, e elas podem ser exploradas para elaborar bons argumentos na redação.

Além disso, esse tipo de texto costuma ser dividido em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

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Redação dissertativa-expositiva e dissertativa-argumentativa - mão segurando caneta e escrevendo em papel

Exemplo de redação dissertativa-argumentativa

Abaixo, trazemos um exemplo de redação dissertativa-argumentativa. Ela foi escrita pela estudante Giovanna Gamba Dias, de Recife (PE).

Essa redação alcançou nota 1000 no Enem 2021. A temática era "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil". Confira o texto o completo:

Em sua obra “Os Retirantes”, o artista expressionista Cândido Portinari faz uma denúncia à condição de desigualdade compartilhada por milhões de brasileiros, os quais, vulneráveis socioeconomicamente, são invisibilizados enquanto cidadãos. A crítica de Portinari continua válida nos dias atuais, mesmo décadas após a pintura ter sido feita, como se pode notar a partir do alto índice de brasileiros que não possuem registro civil de nascimento, fator que os invisibiliza. Com base nesse viés, é fundamental discutir a principal razão para a posse do documento promover a cidadania, bem como o principal entrave que impede que tantas pessoas não se registrem.

Com efeito, nota-se que a importância da certidão de nascimento para a garantia da cidadania se relaciona à sua capacidade de proporcionar um sentimento de pertencimento. Tal situação ocorre, porque, desde a formação do país, esse sentimento é escasso entre a população, visto que, desde 1500, os países desenvolvidos se articularam para usufruir ao máximo do que a colônia tinha a oferecer, visão ao lucro a todo custo, sem se preocupar com a população que nela vivia ou com o desenvolvimento interno do país. Logo, assim como estudado pelo historiador Caio Prado Júnior, formou-se um Estado de bases frágeis, resultando em uma falta de um sentimento de identificação como brasileiro. Desse modo, a posse de documentos, como a certidão de nascimento, funcione como uma espécie de âncora para uma população com escasso sentimento de pertencimento, sendo identificada como uma prova legal da sua condição enquanto cidadãos brasileiros.

Ademais, percebe-se que o principal entrave que impede que tantas pessoas no Brasil não se registrem é o perfil da educação brasileira, a qual tem como objetivo formar a população apenas como mão de obra. Isso acontece, porque, assim como teorizado pelo economista José Murilo de Carvalho, observa-se a formação de uma “cidadania operária”, na qual a população mais vulnerável socioeconomicamente não é estimulada a desenvolver um pensamento crítico e é idealizada para ser explorada. Nota-se, então, que, devido a essa disfunção no sistema educacional, essas pessoas não conhecem seus direitos como cidadãos, como o direito de possuir um documento de registro civil. Assim, a partir dessa educação falha, forme-se um ciclo de desigualdade, observada no fato de o país ocupar o 9º lugar entre os países mais desiguais do mundo, segundo o IBGE, já que, assim como afirmado pelo sociólogo Florestan Fernandes, uma nação com acesso a uma educação de qualidade não sujeitaria seu povo a condições de precária cidadania, como a observada a partir do alto número de pessoas sem registro no país.

Portanto, observa-se que a questão do alto índice de pessoas no Brasil sem certidão de nascimento deve ser resolvida. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação reforce políticas de instrução da população acerca dos seus direitos. Tal ação deve ocorrer por meio da criação de um Projeto Nacional de Acesso à Certidão, a qual irá promover, nas escolas públicas de todos os 5570 municípios brasileiros, debates acerca da importância do documento de registro civil para a preservação da cidadania, os quais irão acontecer tanto extracurricularmente quanto nas aulas de sociologia. Isso deve ocorrer, a fim de formar brasileiros que, cientes dos seus direitos, podem mudar o atual cenário de precária cidadania e desigualdade.

Confira aqui mais exemplos de redação dissertativa-argumentativa!

Expositiva ou argumentativa: qual usar na redação do Enem?

Agora que você já sabe a diferença entre redação dissertativa-expositiva e dissertativa-argumentativa, pode estar se perguntando: qual gênero devo usar no Enem?

Na redação do Enem, só é aceito o texto dissertativo-argumentativo. Observe o que diz uma das competências avaliadas pela exame:

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Ou seja, na hora de escrever a sua redação, você deve se ater ao formato e características desse gênero textual.

Logo, a redação dissertativa-argumentativa é a única escolha possível para alcançar uma boa nota na redação do Enem.

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