Você sabia que existem 27 mil idosos no ensino superior brasileiro? E que esta faixa de idade é a que mais cresceu em número de matrículas no país inteiro entre 2015 e 2019? 

Estes números aparecem no Censo de Educação Superior, uma pesquisa que busca entender o panorama da educação superior no país. 

Segundo o estudo, a porcentagem de brasileiros com mais de 59 anos matriculados em um curso de graduação é a que mais cresceu, representando um aumento de 48%. 

Para fins de comparação, o crescimento de matrículas entre pessoas com menos de 59 anos representou apenas 7%. 

E este número é também impressionante quando pensamos nas matrículas em cursos EAD. 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE mostra que o número de pessoas com mais de 65 anos em cursos de graduação à distância aumentou 27% de um ano ao outro. 

O que estes dados mostram é uma realidade que está se tornando cada vez mais comum. 

Ainda cheios de vitalidade e com vontade de realizarem seus sonhos, os idosos brasileiros estão buscando conquistar seus diplomas de graduação. 

Você vai conferir:

O cenário que temos hoje no país
Os benefícios de nunca parar de estudar
Barreiras que os idosos encontram no ensino superior
Acesso ao Ensino Superior é direito garantido pelo Estatuto do Idoso
Conclusão

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O cenário que temos hoje no país 

Para Maria Lúcia Vieira, gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, em entrevista à Revista Ensino Superior, o aumento do número de idosos na graduação é fruto do envelhecimento da população, um fenômeno mundial. 

Esse fenômeno é causado especialmente pelo aumento da expectativa e qualidade de vida e pela baixa taxa de fecundidade. 

Hoje, casais têm cada vez menos filhos e, com uma população que vive bastante, nos deparamos com um país em que o número de idosos supera o de crianças até 9 anos. 

Segundo projeções do IBGE, o número de idosos no Brasil vai triplicar até 2060, o que traz desafios especialmente nos campos previdenciário e de políticas públicas. 

Devido a tudo isso, a realidade que temos hoje, então, é de pessoas que chegam à terceira idade com muito pique, em plena forma intelectual e dispostas a buscarem seu primeiro diploma ou segunda graduação. 

E essa disposição é ótima porque existem muitos benefícios em não deixar de estudar. 

Os benefícios de nunca parar de estudar 

Os benefícios de continuar estudando na terceira idade abarcam principalmente o estímulo da mente e a socialização. 

De acordo com o psiquiatra e neurocientista, Rogério Panizzutti, em entrevista ao Extra, fazer uma faculdade é uma maneira de aumentar a reserva cognitiva, o que ajuda a ter menos chances de desenvolver doenças como o Alzheimer, por exemplo. 

Rose Soares, gerontologista, concorda com Rogério na mesma entrevista. 

Para ela, o desenvolvimento intelectual é uma ferramenta importante para lidar com o processo de envelhecimento. 

Então, continuar estudando e buscar um diploma de graduação na terceira idade não ajuda apenas a realizar um sonho, mas diminui as chances de adoecer. 

Confira os principais benefícios de não parar de estudar: 

  • Previne doenças: quando o cérebro é estimulado a aprender informações novas, ele tem menos chances de desenvolver doenças. Ou seja, você fica saudável intelectualmente. 
  • Melhora a socialização: pode até ser difícil no início, como nós ainda vamos explorar neste artigo, mas conviver com pessoas diferentes traz trocas benéficas e amplia suas amizades. 
  • Aumenta a autoestima: estudar algo que você sempre quis e realizar os seus sonhos deixa você mais feliz e realizado, o que ajuda a aumentar a autoestima e dá motivação. 
  • Promove a independência: por conta do aumento de autoestima e autoconfiança, você começa a se sentir mais independente. 
  • Dá um novo sentido à vida: é comum chegar à terceira idade com muitas incertezas porque a vida agora será diferente. Por isso, estudar pode fazer com que você encontre novos sentidos. 

Barreiras que os idosos encontram no ensino superior 

E embora a experiência dos idosos no ensino superior traga muito benefícios, também existem algumas barreiras a transpor, especialmente por conta do etarismo. 

O etarismo é o preconceito e a discriminação contra uma pessoa devido à sua idade. Esse fenômeno também pode ser chamado de idadismo e ageísmo. 

Infelizmente, o etarismo não é raro de acontecer e nós podemos praticá-lo sem nem mesmo perceber. 

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada duas pessoas no mundo já emitiu falas etaristas intencionalmente ou não. 

É o caso de frases como “você está velho demais para isso” ou “lugar de velho é em casa”. Dentro da sala de aula, o etarismo pode aparecer no isolamento. 

Em entrevista ao Extra, Dona Aurelina Cavalcanti Vieira, de 65 anos, estudante de Serviço Social, relatou que quando havia trabalhos em grupo, seus colegas nunca queriam fazer com ela. 

Além disso, a dificuldade enfrentada para utilizar as novas tecnologias também pode ser uma fonte de discriminação que mexe com a saúde mental dos idosos.

De volta à sala de aula: aumenta o número de idosos no Ensino Superior

Para o UOL, a psicóloga Juliana Yokomizo disse que o etarismo pode levar ao isolamento, ao sentimento de desamparo, causar baixa autoestima e, até, levar o idoso à depressão. 

A profissional alerta, também, que com a saúde mental prejudicada, o idoso pode apresentar problemas físicos que podem levá-lo ao óbito precoce. 

Por isso, é importante tomar cuidado e entender que estas barreiras podem ser apenas desafios iniciais. 

Como disse a gerontologista Rose Soares ao Extra, ser um idoso no ensino superior é um desafio que vai fazer a pessoa se sentir um estranho no ninho, então é preciso estar preparado para isso. 

Mas este desafio não é nada que não seja superado com determinação e o apoio da família. 

Até mesmo os desafios com a tecnologia podem ser superados rapidamente, como afirma Simone Telles, em entrevista à Revista Ensino Superior. 

Ela acredita que, embora não sejam tão versados nas tecnologias atuais, os idosos têm exatamente o que é preciso para concluir uma graduação no momento atual: foco e saber trabalhar com metas e objetivos. 

Ou seja, os desafios existem, mas eles podem ser transpostos. 

Acesso ao Ensino Superior é direito garantido pelo Estatuto do Idoso 

Sabia que dentro do Estatuto do Idoso existe um capítulo que fala exclusivamente sobre o direito à educação na terceira idade? Pois é! 

O Estatuto do Idoso é como é conhecida a principal lei voltada para a população idosa, a Lei 10741. 

Ela foi aprovada em 1º de outubro de 2003 e trouxe, de forma inédita, princípios de proteção à terceira idade. A partir dessa lei, é possível punir quem discrimina, negligencia e comete qualquer tipo de violência contra idosos. 

Dentro da Lei 10741, existe um capítulo que trata com exclusividade de temas como a educação, cultura, esporte e lazer. Este capítulo cita o direito ao desconto de 50% em eventos culturais e a participação de pessoas idosas em comemorações e atividades culturais. 

Além disso, o direito que os idosos têm em acessar o ensino superior está presente no Artigo 21, que diz:  

  • O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação, adequando currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. 

Isso significa que os cursos oferecidos por instituições de diversos níveis (fundamental, médio, técnico e superior) devem estar preparados para receber alunos da terceira idade. 

Em 2017, este capítulo do Estatuto do Idoso recebeu alterações e inclusões pela Lei 13535, resultando no Artigo 25 e em um parágrafo único. Confira: 

  • Artigo 25: As instituições de educação superior ofertarão às pessoas idosas, na perspectiva da educação ao longo da vida, cursos e programas de extensão, presenciais ou a distância, constituídos por atividades formais e não formais. 
  • Parágrafo Único: O poder público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos, de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso, que facilitem a leitura, considerada a natural redução da capacidade visual. 

Ou seja, o seu acesso à educação está assegurado por lei. Portanto, caso encontre alguma dificuldade de fazer sua matrícula, procure seus direitos. 

Conclusão 

Como vimos ao longo deste artigo, a presença dos idosos no ensino superior é uma realidade que, felizmente, está apenas aumentando e se popularizando. 

Existe uma lei que garante o acesso e existe a vontade e disponibilidade da terceira idade de integrar as instituições de ensino. 

Vimos também que existem algumas dificuldades, como o etarismo, porém podemos confiar que com determinação e desmistificando o preconceito, esse desafio será vencido. 

Aproveitamos este espaço para trazer também a informação de que você pode contar com descontos, bolsas de estudo e programas de incentivo que ajudam os idosos a ingressarem no ensino superior com descontos e benefícios. 

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