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As 4 causas de Aristóteles

EAD UNIFEOB   |  5 min de leitura
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As 4 causas de Aristóteles é um dos temas que mais aparece nas provas do Enem, na seção de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Isso acontece porque muitos dos conceitos criados pelo filósofo são utilizados até hoje em diversas áreas do conhecimento.

Assim, conhecer as 4 causas de Aristóteles serve não apenas para responder questões sobre o pensamento aristotélico, mas também para o estudante ter uma visão mais ampla de toda a área da Filosofia.

Entenda, de uma vez por todas, o que são as 4 causas de Aristóteles e os principais conceitos de sua metafísica.

Neste artigo, vamos ver:
Quem foi Aristóteles
O que pensava Aristóteles
O que é a Metafísica de Aristóteles
A teoria das 4 causas de Aristóteles
1. Causa formal
2. Causa material
3. Causa eficiente
4. Causa final

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Quem foi Aristóteles

Aristóteles foi um dos maiores filósofos da história humana e é estudado até hoje por pesquisadores da área da Filosofia e da História.

Era aluno de Platão, outro grande filósofo da época, mas apresentou uma tendência diferente de seu mestre.

Segundo o filósofo e ao contrário de Platão, o conhecimento da verdade deveria passar por dois campos do saber: o intelecto puro (razão) e os sentidos do corpo.

Ou seja, Aristóteles era conhecido como um filósofo empirista – ele baseava o conhecimento na experiência.

Além da valorização do conhecimento empírico, os principais assuntos da filosofia aristotélica passavam também pelos campos da metafísica, ética e política.

É importante ressaltar que muitos dos conceitos que conhecemos nessas áreas atualmente foram criados por Aristóteles durante a Grécia Antiga, nos anos 300 antes de Cristo.

Ou seja, os estudos desse filósofo têm influência direta em como a civilização foi construída, principalmente considerando as áreas da pesquisa e da ciência.

O que pensava Aristóteles

Enquanto Platão acreditava que o mundo era dividido entre o real e o das ideias (Teoria das Ideias), Aristóteles acreditava que, na verdade, apenas o mundo em que vivemos existe de fato.

Para ele, tudo o que está além da nossa experiência no mundo não pode ser nada para nós. Por isso, seus estudos foram em caminhos contrários aos do seu professor.

Segundo Aristóteles, é a partir do mundo real que é possível definir bases sólidas para as investigações filosóficas e estudos do mundo.

Assim, seu foco principal de trabalho, seu problema fundamental, era o “ser”, e não o problema da vida ou o que não “vemos”.

Um dos seus grandes feitos, sem dúvida, foi a criação da Metafísica de Aristóteles, que serviu como base para o avanço na sociedade da época e ainda respinga em algumas ideias de mundo que temos na atualidade.

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O que é a Metafísica de Aristóteles

A Metafísica de Aristóteles é nome dado a um conjunto de escritos feitos pelo filósofo enquanto frequentava o Liceu (escola Grega). Esses documentos foram classificados e organizados por Andrônico de Rodes, conhecido como último estudante do Liceu.

A Metafísica é composta por 14 livros e trata de uma Filosofia chamada de Filosofia Primeira, Filosofia Anterior ou Filosofia do Ser.

Nos escritos, é possível encontrar os conceitos que, mais tarde, ficaram conhecidos como as 4 causas de Aristóteles – veremos mais sobre elas a seguir.

Vale destacar que esses estudos de Aristóteles não têm relação direta com a realidade, como acontece com a ética e a política, que são aplicadas nas pessoas.

O objetivo de Aristóteles era entender os momentos anteriores a isso, por isso o nome de Filosofia Anterior ou Primeira. Assim sendo, esses estudos são considerados apenas teóricos e filosóficos mesmo.

O termo metafísica, utilizado até hoje, vem de Aristóteles e refere-se exatamente ao estudo da natureza em seu nível fundamental, ou seja, como fazem para “existir”, para “ser”.

As 4 causas de Aristóteles - estátua de Aristóteles

A teoria das 4 causas de Aristóteles

As 4 causas de Aristóteles é uma teoria presente na Metafísica de Aristóteles e tem como objetivo definir o que realmente faz com que alguma coisa exista de fato.


É um dos temas que mais caem na prova do Enem e pode fazer toda a diferença em sua pontuação final.

Segundo essa teoria, qualquer coisa no mundo precisa, obrigatoriamente, de pelo menos 4 causas para existir: a causa material, a causa formal, a causa eficiente e a causa final.

Essa é a base da filosofia clássica de Aristóteles e também foi a base para muitos estudos que vieram após ele. Entenda o que são as 4 causas de Aristóteles:

1. Causa formal

A causa forma refere-se ao formato que alguma coisa têm na vida real. Para Aristóteles, tudo tem uma forma que o define.

Por exemplo, entende-se que uma cadeira é uma cadeira pelo seu formato, mesmo que alguns detalhes mudem.

Tudo o que existe tem uma forma específica para um objetivo existencial, ou seja, existe porque tem uma forma. Se não tivesse, não existiria, pois não teria essa causa.

2. Causa material

A causa material refere-se à matéria-prima daquele objeto. Ou seja, do que ele é feito. Aquilo só existe porque tem uma matéria-prima, se não, não existiria.

Ou seja, uma das suas causas existenciais fundamentais é o fato de ser feita com um material.

Assim, uma cadeira só existe porque há um material que possibilitou sua criação. Sem essa matéria-prima, essa cadeira específica não existiria.

3. Causa eficiente

A causa eficiente descrita por Aristóteles refere-se ao criador de algo. Ou seja, para existir, as coisas precisam ser criadas de alguma maneira, utilizando a matéria-prima para fazer um formato.

No exemplo da cadeira, quer dizer que alguém a criou e, por isso, ela existe. Se ninguém a tivesse criado, ela não existiria.

4. Causa final

A causa final diz sobre a finalidade de algo, o motivo pela qual foi criado. De acordo com Aristóteles, tudo tem uma função para existir e, por isso, foi criado.

No caso da cadeira, sua finalidade é para sentar, ou seja, foi criada pois era preciso de algo específico que atendesse essa necessidade.

Um ponto importante das 4 causas de Aristóteles é que elas estão relacionadas entre si, pois o filósofo acredita que essas são as causas fundamentais de tudo.

Ou seja, são as causas obrigatórias para tudo. Se uma delas não existisse, uma coisa não seria criada.

Na cadeira que citamos anteriormente, por exemplo, se não existisse a madeira, não existiria a cadeira de madeira, mesmo que existissem outras cadeiras de outros materiais.

Por tratar da existência primária, as 4 causas de Aristóteles podem parecer complexas em um primeiro momento, mas é imprescindível entender esses conceitos para ir bem na prova do Enem.

Então, continue seus estudos e dê uma atenção especial a esse conceito!

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