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Você sabia que Platão é um dos filósofos mais cobrados na prova de Ciências Humanas do Enem?

É isso mesmo: a filosofia clássica ganha um bom número de questões no exame, e Platão é um dos nomes que mais aparece nelas.

A Teoria das Ideias é parte da filosofia desse pensador que mais se destaca no Enem, então certamente merece sua atenção na hora dos estudos.

Vamos conhecer mais sobre ela? Neste artigo, falaremos mais sobre Platão e sua Teoria das Ideias, continue conosco!

Aqui você vai conferir:
Quem foi o filósofo grego Platão
O que Platão defendia na Teoria das Ideias
Questões do Enem sobre Platão para você praticar

Descubra os segredos para tirar nota 1000 na redação do ENEM!

Quem foi o filósofo grego Platão

Platão foi um dos mais importantes pensadores da Grécia Antiga.

Ele foi discípulo de Sócrates, com quem aprendeu sobre as virtudes e conhecimentos humanos.

Após a morte de seu tutor, Platão eternizou os conhecimentos de Sócrates em escritos, nos quais utilizou o método filosófico do diálogo.

Nascido em Atenas, por volta de 428 a.C, Platão veio de uma família nobre, o que possibilitou que durante a vida se dedicasse às mais diversas áreas do conhecimento e aos esportes.

Ele fundou um pensamento metafísico próprio, colocando questões como o “ser” e as “essências” na base de todo tipo de conhecimento acerca do mundo.

Inspirado pelas teorias de Parmênides acerca do imobilismo, Platão elaborou uma teoria dualista, que divide o mundo em duas categorias: o mundo das ideias e das formas e o mundo concreto e sensível.

A partir disso, surgiu a Teoria das Ideias de Platão, que falaremos mais no tópico a seguir.

O modelo filosófico desenvolvido por Platão é chamado de racionalista.

Nele, os raciocínios e discursos são produzidos a partir da lógica e do uso de proposições, com a finalidade de se chegar a conclusões, também racionais.

O modelo filosófico desenvolvido por Platão foi tão notório que atualmente é chamado de Realismo Platônico.

>>> Leia mais: Filosofia clássica no Enem: as principais ideias de Sócrates, Platão e Aristóteles

O que Platão defendia na Teoria das Ideias

A Teoria das Ideias — ou Teoria das Formas — é um conjunto de conceitos filosóficos criado por Platão, durante o período da Grécia Antiga.

Através dessa teoria, Platão buscou responder uma série de questões metafísicas, cosmológicas, políticas e epistemológicas que fazem parte da sociedade até os dias atuais.

O que é a realidade? Como podemos conhecer a realidade? Como o mundo que observamos surgiu? Quem deveria governar a sociedade?

Essas eram algumas das perguntas que guiaram a construção da teoria de Platão.

A Teoria das Ideias foi desenvolvida em vários de seus diálogos como uma tentativa de resolver essas questões universais.

A partir dela, o pensador declarou que a realidade mais fundamental é composta de ideias ou formas abstratas, mas substanciais.

Para Platão, estas ideias eram os únicos objetos capazes de oferecer o verdadeiro conhecimento.

>>> Leia mais: O que se entende por filosofia moderna? [Filosofia no Enem]

A Teoria das Ideias de Platão - foto de escultura de Platão

O dualismo na Teoria das Ideias: o mundo das ideias e o mundo concreto

Platão era um dualista, ou seja, aquele que acredita haver algo a mais do que uma realidade material.

Segundo o pensador, o processo de aquisição do conhecimento é apresentado de maneira dualista, sendo assim, existiriam basicamente dois mundos: o mundo das formas ou ideias, também chamado de inteligível, e o mundo concreto e sensível.

  • Mundo das ideias: de acordo com Platão, cada indivíduo nasce com um conhecimento prévio, chamado de conhecimento inato. O conhecimento inato são as formas ou ideias que se encontram no mundo inteligível e, por isso, fora do espaço ou tempo. Os objetos do mundo comum, por sua vez, são organizados de acordo com essas ideias; mas são, no entanto, apenas imitações perfeitas daqueles que se encontram no mundo das ideias.
  • Mundo concreto: já este, é o mundo acessível e possível de tocar, aquele que conhecemos. Mas é também, segundo Platão, um mundo falso, já que os verdadeiros objetos encontram-se no mundo das ideias.

Com essa teoria, Platão propõe uma distinção entre o mundo sensível — inferior e enganoso — que seria obtido pelos sentidos do corpo, e o universo inteligível — superior e ideal — que nos permitiria acessar a verdade sobre as coisas.

Ou seja, para Platão, tudo aquilo que pode ser percebido através dos sentidos não passa de uma imitação de uma ideia.

Afinal, os sentidos são falhos e conduzem os seres humanos a uma vida de ignorância, presa às aparências.

O verdadeiro conhecimento

Para Platão, o verdadeiro conhecimento estaria no uso da razão, a única ferramenta para alcançar o conhecimento verdadeiro, o conhecimento das ideias.

Nessa instância, estariam as essências das coisas, os conceitos, as ideias fixas e imutáveis que descrevem essencialmente cada ser ou objeto existente.

Para ilustrar melhor sua teoria, Platão utilizou o mito da caverna, uma história criada por ele próprio para explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos.

A seguir falaremos mais sobre ela.

>>> Leia mais: O que são as Ciências Humanas e suas Tecnologias do Enem?

O mito da caverna

A principal obra de Platão é o livro A República.

Nessa obra, Platão usa de alegorias para ilustrar vários aspectos de seu pensamento, entre eles a Teoria das Ideias.

Para começar, Platão convida o leitor a imaginar uma caverna.

Nela, encontram- se várias pessoas amarradas desde sua infância, sendo assim incapazes de ver outra coisa senão o fundo dessa caverna.

Essas pessoas não podem se virar e olhar em direção à saída e ver a luz do dia e as coisas que existem no exterior. A única coisa que esses indivíduos enxergam desde seu nascimento são as sombras de animais, pessoas e objetos projetados por uma fogueira na entrada da caverna.

A Teoria das Ideias de Platão - representação do Mito da Caverna

Nesse ponto da história, Platão faz uma pergunta para esses prisioneiros: o que é a realidade?

Como jamais viram outra coisa, eles assumem que a realidade são aquelas sombras projetadas no fundo da caverna e conversam sobre essas sombras como se elas fossem seres reais.

Eles não têm outra fonte de informação, não tem como saber que essas sombras são apenas cópias imperfeitas da realidade.

Continuando sua alegoria, Platão questiona os leitores: o que aconteceria se um dos prisioneiros tivesse, depois de muito tempo, a oportunidade de se libertar e poder observar a verdadeira realidade?

Segundo Platão, de início essa pessoa nem sequer seria capaz de enxergar, já que a luz do exterior da caverna ofuscaria sua visão. Porém, na medida em que se acostumasse, perceberia que o que viu até então eram apenas sombras da realidade.

Assim, essa pessoa perceberia também que até então havia vivido em um mundo ilusório e apenas agora descobriu o que é real.

Platão usa essa metáfora para explicar a diferença entre o mundo concreto e o mundo das ideias.

Mas o que o pensador quer dizer com tudo isso? O mito da caverna pode ser interpretado da seguinte maneira:

  • Os prisioneiros retratados são os homens comuns, ou seja, nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras;
  • A caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso, ou seja, é o mundo concreto com que estamos familiarizados;
  • As sombras e ecos projetados na caverna simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro;
  • A saída da caverna simboliza o processo de busca pelo conhecimento verdadeiro;
  • E a luz solar, por fim, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.

Questões do Enem sobre Platão para você praticar

Agora que você conhece mais sobre a Teoria das Ideias e filosofia de Platão, que tal ver como esse conteúdo é cobrado na prática?

A seguir, trazemos algumas questões de edições anteriores do Enem sobre o assunto:

1 - (Enem/2015) Suponha homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre todo o comprimento da fachada; eles estão lá desde a infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem olhar para frente, pois os grilhões os impedem de voltar a cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa elevada do terreno, brilha por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente; ao longo do caminho, imagine um pequeno muro, semelhante aos tapumes que os manipuladores de marionetes armam entre eles e o público e sobre os quais exibem seus prestígios.

PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007.

Essa narrativa de Platão é uma importante manifestação cultural do pensamento grego antigo, cuja ideia central, do ponto de vista filosófico, evidencia o(a)

a) caráter antropológico, descrevendo as origens do homem primitivo.
b) sistema penal da época, criticando o sistema carcerário da sociedade ateniense.
c) vida cultural e artística, expressa por dramaturgos trágicos e cômicos gregos.
d) sistema político elitista, provindo do surgimento da pólis e da democracia ateniense.
e) teoria do conhecimento, expondo a passagem do mundo ilusório para o mundo das ideias.

Gabarito: E

2 - (Enem PPL 2020) Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os que hoje são chamados reis e soberanos não forem filósofos genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa, não coincidirem poder político e filosofia e não for barrada agora, sob coerção, a caminhada das diversas naturezas que, em separado buscam uma dessas duas metas, não é possível, caro Glaucon, que haja para as cidades uma trégua de males e, penso, nem para o gênero humano.

PLATÃO. A República. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

A tese apresentada pressupõe a necessidade do conhecimento verdadeiro para a

a) superação de entraves dialógicos.
b) organização de uma sociedade justa.
c) formação de um saber enciclopédico.
d) promoção da igualdade dos cidadãos.
e) consolidação de uma democracia direta.

Gabarito: B

3 - (Enem 2012) Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
b) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
c) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
d) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não
e) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

Gabarito: A

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