Tags: ENEM

Afinal, qual a diferença dos porquês? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os estudantes, afinal existem quatro porquês na língua portuguesa. 

Sonoramente falando, todos os porquês são idênticos. Contudo, cada um deles possui uma escrita e emprego diferente no português. 

Na linguagem coloquial, a do dia a dia, é muito comum que os porquês sejam empregados incorretamente sem que existam grandes prejuízos para a comunicação. 

No entanto, em um contexto profissional, como no currículo ou em uma apresentação de trabalho, um erro no uso dos porquês pode pegar muito mal. 

Para aqueles que estão em período de vestibular ou se preparando para a redação do Enem, um equívoco no uso dos porquês pode acarretar em perda de ponto por problemas de ortografia. 

Ou seja, conhecer a diferença dos porquês e aprender seu uso correto é essencial para a vida profissional, acadêmica e pessoal. 

Neste artigo, você vai conferir:
Os 4 porquês 
Os erros mais comuns no uso dos porquês 
Resumo da diferença dos porquês 
Conclusão 

Descubra os segredos para tirar nota 1000 na redação do ENEM!

Os 4 porquês 

Na língua portuguesa, existem quatro tipos de porquês: 

  • por que, separado e sem acento
  • porque, junto e sem acento
  • por quê, separado e com acento
  • porquê, junto e com acento 

Por mais que pareçam similares, cada um dos porquês é utilizado em um contexto distinto, sendo muito importante se atentar ao acento e ao fato de se escrever junto ou separado ao empregá-los. 

A principal diferença dos porquês

Abaixo, explicamos detalhadamente as diferenças entre os porquês e quando utilizar cada um. 

Por que?

Utilizamos "por que", separado e sem acento, nas seguintes situações:

  • no início de frases interrogativas diretas e indiretas
  • quando o termo tem o sentido de razão, motivo ou causa.

Além disso, o “por que” também pode ser utilizado como a união de “por” e do pronome relativo “que”. Neste caso, a substituição pode ser feita por expressões como “pelo qual”, “pela qual”,  “pelas quais” e “pelos quais”.

Confira os exemplos:

  • Por que eles não voltaram para casa ainda? (frase interrogativa direta)
  • Por que ela foi embora sem dar explicações? (frase interrogativa direta)
  • Queria saber por que você me deixou esperando horas em frente ao cinema. (frase interrogativa indireta)
  • Não entendi por que ele insistia naquele relacionamento. (sentido de razão/motivo/causa)
  • A praça por que passei era muito agradável. (união de “por” e do pronome relativo “que”, pode ser substituído por “pela qual” )
  • A razão por que me deixou era um mistério para mim. (união de “por” e do pronome relativo “que”, pode ser substituído por “pelo qual”)

Porque

Utilizamos "porque", escrito junto e sem acento, em respostas para dar uma explicação ou justificativa/causa.

Esse termo pode assumir a função de conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa em uma oração. 

O “porque” pode ser substituído por palavras e expressões como “pois”, “para que” e “uma vez que”.

Confira os exemplos:

  • Ele não foi à igreja porque perdeu a fé em Deus. 
  • Leve um casaco quente porque lá costuma fazer muito frio. 
  • Amanhã não precisarei do seu auxílio, porque já aprendi a fazer as funções do trabalho sozinho. 

Por quê?

Utilizamos "por quê", escrito separado e com acento circunflexo, ao final das perguntas ou de maneira isolada.

Ele pode ser substituído por “por qual motivo” ou “por qual razão”.

O “por quê” está sempre acompanhado de um ponto, seja final, exclamativo ou interrogativo.

Exemplos:

  • Não vamos mais viajar no final de semana? Por quê?
  • Ele não foi à sua casa por quê?
  • Andar a pé até a praia, por quê? Vamos pegar um ônibus!
  • Se você me ama, está triste por quê?

Porquê

Utilizamos "porquê", escrito junto e com acento circunflexo, quando o termo tem valor de substantivo na frase, tendo significado de “motivo” ou “razão”.

Ele aparece nas frases precedido de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Seu significado é de causa e explicação, por isso seus substitutos podem ser “o motivo” ou “a razão”.

Exemplos:

  • Ela não me explicou o porquê de tanta mágoa.
  • A única coisa que desejava era entender o porquê de ele não querer mais me ver.
  • Por favor, me explique o porquê de isto estar acontecendo comigo de novo.

Os erros mais comuns no uso dos porquês 

Agora que você já conhece as principais regras de uso, vamos apresentar alguns dos erros mais comuns na hora de usar os porquês.

Por que x Porque 

Muitas pessoas memorizam que “por que” se utiliza no começo de perguntas e “porque” para respostas. 

Essa afirmação não está errada, mas exclui que “por que” também pode ser utilizado em frases que não são interrogativas. 

Como mencionamos anteriormente, “por que” também é a união de “por” e do pronome relativo “que”, ganhando o sentido de “pelo qual” e “pelos quais” na frase.  

Além disso, usamos “por que” também quando o termo tem sentido de “motivo” ou “razão”.

Sendo assim, “por que” também pode aparecer em frases afirmativas. 

Vamos a um exemplo: a casa por que passei é muito bonita. Você acha que está frase está correta? 

Seguindo somente resumos, talvez você afirmasse que sim. Contudo, o correto, nesse caso, seria “por que”, já que o termo tem sentido de “pela qual”. 

O mesmo vale para a frase “não entendi por que ele foi embora cedo”. Como o “por que” tem sentido de causa/razão, o correto é escrever separado e sem acento. 

Ou seja, ao invés de memorizar as regras de forma mecânica, é melhor entender de forma profunda o uso de cada um dos porquês, principalmente para esse tipo de confusão não acontecer. 

Por que em frase interrogativa indiretas 

Como mencionamos no tópico anterior, é muito comum que as pessoas decorem que “por que” se utiliza no começo de perguntas. 

Dessa forma, é super normal que muitos estudantes e profissionais procurem pelo ponto de interrogação na hora de pensar em qual porquê usar.

Contudo, esse mecanismo exclui que o “por que” também pode ser utilizado em frases interrogativas indiretas. 

Por exemplo: “queria saber por que você me deixou esperando horas em frente ao cinema”. 

Essa frase, por mais que não tenha ponto de interrogação, continua tendo sentido de pergunta. Ou seja, o correto é utilizar “por que”.

Resumo da diferença dos porquês 

Abaixo, trazemos um pequeno resumo do que vimos até aqui sobre o uso dos porquês. Confira: 

  • Por que: é usado em frases interrogativas diretas (sempre no começo) e indiretas, com o sentido de motivo/razão/causa e como pronome relativo. Pode ser substituído por “pelo qual”, “pelos quais” etc.
  • Por quê: é utilizado ao final de frases interrogativas ou isolado. Pode ser substituído por “por qual motivo”, “por qual razão”.
  • Porque: é uma conjunção explicativa ou causal utilizada em respostas. Pode ser substituído por “pois”, “uma vez que”.
  • Porquê: é usado quando a sentença for substantivada e sinônima de “o motivo” ou “a razão”.

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre a diferença dos porquês, explicando quando usar cada um deles. 

Se você gostou desse conteúdo, não deixe de conferir outros da EAD UNIFEOB. 

Use sua nota do Enem e ganhe bolsa na sua graduação EAD!

Inscreva-se no nosso Blog

Comece sua graduação EAD agora mesmo! Inscreva-se grátis.

O que você achou dessa publicação?

Deixe o seu comentário abaixo.

BUY On HUBSPOT